Tradicionalmente em sua grande maioria as centrais de atendimento de suporte trabalham no conceito de níveis sequenciais de atendimento, baseados em grau de especialidade – os chamados são encaminhados inicialmente para equipes de nível 1, que por sua vez podem resolver os chamados ou então encaminha-los para equipes de nível 2, e assim por diante. Nada de errado, pelo contrário, este é sem dúvida o paradigma de fato estabelecido.
Há situações, contudo, onde novas estruturas organizacionais podem-se fazer úteis. Neste artigo abordaremos uma implementação realizada com recursos nativos de customização do Qualitor para utilizar-se um modelo diferente de atendimento.
Este modelo baseia-se no conceito de ilhas de atendimento. Cada ilha possui técnicos com diferentes níveis de especialização e um coordenador técnico – profissional de maior conhecimento e experiência – que fica responsável pelos atendimentos dentro desta ilha e também pelo “mentoring” dos profissionais com nível de conhecimento menor.
O conceito é relativamente simples e seus benefícios – dadas as características de negócio onde foi implantado – são claros. A grande questão é, como implantar este modelo de processo no Qualitor?
. Neste caso, foram usados 2 elementos: um complemento que gerou um aplicativo de configuração do ambiente (imagem apresentada) e uma configuração de gateway (recurso igualmente nativo do produto).
Em primeiro lugar, o aplicativo de configuração determina dois elementos importantes:
- Para cada ilha de atendimento (os CASQ´s), qual percentual do total de chamados a mesma irá atender – esta configuração deve-se ao equilíbrio em relação à quantidade de técnicos disponíveis – em período de férias, por exemplo, diminui-se a capacidade produtiva da ilha.
- Existe uma configuração de ilha preferencial por cliente. Em muitos casos técnicos têm conhecimento e experiência maior nos ambientes de alguns clientes. Com isso, ao serem abertos chamados de clientes que tenham atendentes preferenciais, os mesmos são direcionados àquela ilha.
Na parte superior do painel, está disponível uma função para monitoramento de número de chamados associados a cada ilha, junto com um indicativo visual de capacidade.
Feita configuração, a primeira parte da solução está montada.
A outra parte da solução consiste em utililizar-se estas regras para a distribiução dos chamados. Isso foi implementado através de um gateway acionado na abertura de um chamado (o Qualitor possui várias dezenas de gateways que podem ser programados em linguagem nativa em diferentes eventos) – ao ser aberto um chamado, o gateway verifica as regras de distribuição, chamados alocados e clientes preferencias e automaticamente associa o novo chamado a uma das ilhas de atendimento. O melhor de tudo é que isso ocorre de forma totalmente transparente!
O objetivo de apresentarmos este pequeno caso não é o de esgotar o modelo em si, mas sim de reforçar a flexibilidade de configuração de regras de negócios que pode ser adicionada às muitas regras do Qualitor, tudo através de personalização com o uso de recursos nativos do produto.
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Escrito por qualitor 






Sistemas de qualidade. ISO9001, ITIL, governança…todos têm em comum um elemento fundamental, a padronização. Padronização, tornar padrão, fazer as coisas da mesma forma repetidas vezes, como as pessoas lidam com isso?